A praça de alimentação do RioMar Fortaleza se transformou em palco de emoção, arte e afeto nos dias 15 e 20 de maio. Pelo segundo ano consecutivo, as turmas de ballet da UJVP ocuparam o shopping com apresentações que reuniram talento, sensibilidade e histórias que atravessam gerações.
Ao todo, 114 alunas, divididas em 11 turmas, participaram das apresentações coordenadas pelas professoras Thayná Lourenço, Jennifer Nascimento, Débora Batista e Jéssica Carvalho. Entre passos delicados, maquiagens cuidadosamente preparadas e o brilho nos olhos das bailarinas, o público lotou o espaço. Mães, pais, avós, irmãos e outros parentes acompanharam cada coreografia com celulares erguidos, lágrimas discretas e aplausos demorados.
A emoção tomou conta do local desde os primeiros acordes. Ao final de cada apresentação, as mães eram convidadas ao palco para receber um presente simbólico das filhas — um gesto simples, mas carregado de significado. Entre abraços apertados e fotografias compartilhadas, a cena arrancou lágrimas até de quem passava pelo shopping apenas por acaso.
Entre as muitas histórias vividas naquela noite, a de Paula Gonçalves, conhecida carinhosamente como Paulinha, resume o sentimento que dominou o evento. Ela saiu do trabalho às pressas para conseguir assistir à apresentação da filha Eduarda, de 12 anos. Mesmo com o espetáculo já iniciado, conseguiu chegar a tempo: a turma da menina estava entre as últimas a subir ao palco.
“Eu sempre choro vendo minha filha se apresentar. Ela é linda”.
Hoje, Paulinha trabalha na UJVP, atuando no lote 03 do programa Ceará Sem Fome. Mas sua ligação com a associação começou muito antes. Eduarda faz parte do ballet desde os cinco anos, ainda na época em que a UJVP funcionava na antiga sede da Rua Titã. Crescer dentro do projeto transformou não apenas a rotina da menina, mas também fortaleceu os vínculos da família com a comunidade.
Para a coordenadora de atividades da UJVP, Wisleidia Girão, o espetáculo vai além da dança.
“Quando uma criança sobe ao palco, ela leva junto seus sonhos, sua família e toda uma comunidade que acredita nela. O ballet ensina disciplina e arte, mas também constrói autoestima, pertencimento e esperança. Ver essas mães abraçando suas filhas depois das apresentações é a prova de que nosso trabalho transforma vidas de verdade”.
Mais do que um espetáculo cultural, as apresentações reafirmaram o papel da arte como instrumento de transformação social. Em cada passo sincronizado, em cada reverência ao público e em cada abraço trocado no palco, estavam presentes histórias de superação, dedicação e amor.
15 de maio de 2026














20 de maio de 2026


















